sábado, 6 de março de 2010
Tutoriais do Eviews
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Meu sonho de consumo...
quarta-feira, 3 de março de 2010
A tarefa do economista moderno
Marcus Eduardo de Oliveira *
( Economista e professor universitário. Mestre pela USP em Integração da América Latina e Especialista em Política Internacional)
...O tipo de sociedade que o economista moderno deve pensar (e procurar fazer) tem que necessariamente passar pela cooperação, em lugar da competição. Esta última, até mesmo por ser quase sempre praticada de maneira desigual (concorrência desleal e imperfeita no jargão econômico), privilegiando apenas os mais abastados, apresenta evidências, a todo instante, e mais que suficientes, que serve apenas para dividir e segregar. Quem ganha na competição se dá bem. The winner takes it all, (O vencedor leva tudo!) diz o título de uma canção do grupo musical sueco Abba. O perdedor? Ah, esse será um eterno excluído! A ele dá-se as batatas!
Alguém lendo isso poderá recorrer ao velho axioma: quem não é competente não se estabelece. Logo, é justo que o vencedor leve tudo. Acontece que, antes de olhar nessa direção, é necessário saber em quais condições estão se dando essa tal competição.
Muitos são sabedores que a competição privilegia àqueles com mais acesso às informações. Certamente, esse gozam de privilégios financeiros que a imensa maioria (os despossuídos) nem sonha chegar perto. Logo, por possuírem vantagens em relação aos que tem enormes dificuldades de se manter em pé, quem é que ganhará esse jogo competitivo que mais parece um jogo entre gato e rato? A pergunta que fica então é a seguinte: é justo, nesse sentido, que o vencedor deva levar tudo?
.... A cooperação, nesse sentido, pode ser à luz que falta àqueles que hoje vivem completamente à margem dos benefícios, tanto econômicos, quanto sociais, que uma sociedade equilibrada e justa é capaz de oferecer.
É nessa direção que o economista moderno deve direcionar esforços. E, antes de qualquer outra coisa, é nessa linha de conduta que o economista moderno deve remar contra a maré da sabedoria econômica tradicional.
As causas e consequências da pobreza em que vive 1/3 dos brasileiros, para tomar-se aqui como paradigma o Brasil, deve ser ensinada pelas ciências econômicas como sendo a mais abjeta situação, comparável a ignomínia da escravidão que marcou esse país por séculos. Essa deve ser a primeira lição ensinada no primeiro dia de aula no primeiro ano do curso de graduação em Ciências Econômicas. E essa mesma "preocupação" deve continuar nos cursos de pós-graduação na área de Economia e de outras ciências sociais. Essa preocupação com o social precisa nortear, definitivamente, as ações de nossos economistas e cientistas sociais.
Há uma passagem ilustrativa de Ladislau Dowbor em O Mosaico Partido, que abrilhanta essa assertiva: "Quem não entende os processos econômicos, acaba não entendendo coisas tão elementares como porque somos capazes de façanhas fenomenais como as viagens no espaço, mas somos incapazes de reduzir a tragédia de 11 milhões de crianças que morrem anualmente de fome e outras causas absurdas, ou ainda de conter o ritmo de destruição ambiental do planeta. Já estamos tentando brincar de criadores clonando a vida, mas não somos capazes de resolver o problema do carrapato".
A pobreza, a fome, a miséria e todo e qualquer tipo de exclusão social devem ser os temas de maior interesse do economista moderno; principalmente em sociedades com elevados índices de desigualdades. É simplesmente inadmissível aceitar que no mundo de hoje haja gente passando fome em qualquer parte do planeta, visto que os recursos para acabar com a fome sobram - são até mesmo desperdiçados.
.... A Economia, em especial, precisa resgatar seu DNA social, afinal, a ciência econômica "nasceu" também para isso: para dar uma resposta positiva aos problemas sociais que tanto aflige o pensamento do homem moderno. Certamente, os problemas da fome e da pobreza que marcam a ferro e fogo a desigualdade social no Brasil, precisam ser pensados a todo instante por aqueles que tem a rara oportunidade de dirigir a vida econômica de um país.
Definitivamente, a meu ver, o que deve ser entendido é que, por meio das conhecidas políticas econômicas, abre-se grande chance de mudar a vida de milhões de pessoas. Mudar para melhor a vida de milhões de pessoas: eis a grande tarefa que cabe ao economista moderno.
*Autor dos livros "Conversando sobre Economia" (Ed. Alínea) e "Provocações Econômicas" (no prelo).
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Brasil na "The Economist "
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
13º Congresso Internacional da Rede Mundial de Renda Básica
Pela primeira vez, a rede mundial de renda básica de cidadania vai se reunir na América Latina e, de forma inédita, no Brasil. A cada dois anos pesquisadores, acadêmicos, estudiosos, policy makers, políticos de várias partes do mundo reúnem-se para debater alternativas capazes de promover e implementar um princípio elementar de justiça social: a garantia de uma renda monetária, de igual valor, incondicional e livre de contrapartidas, a todo cidadão membro de uma comunidade. Esse debate surge na Europa há mais de 20 anos atrás, e hoje integra a agenda dos direitos sócio-econômicos em discussão também nos países em desenvolvimento. Idéias, experimentos, novos desenhos de políticas públicas serão confrontados por especialistas e vários convidados por três dias.
A 13ª Conferência da Basic Income Earth Network terá lugar de 30 de junho a 2 de julho de 2010 na Faculdade de Economia e Administração da USP. O tema central da Conferência trata da renda básica como instrumento de justiça e paz. O prazo para submeter paper ou proposta de sessão temática é até dia 25 de março de 2010
Maiores informações click aqui!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Futebol, Política, Religião e Aventureiros da Economia
O provérbio popular é sábio ao predizer que alguns assuntos não são passíveis de discussão, pois cada ser humano possui uma preferência individual que determina a racionalidade limitada, que foi argumentada e discutida pelo famoso pesquisador Herbert Simon com a sua teoria que lhe concedeu o prêmio Nobel de economia e abriu diversos campos nessa área.
Atualmente, a realidade é tão promiscua ao viabilizar espaço de discussão para esses assuntos e assegurar uma exceção nesse famoso provérbio citado. Na realidade, esses assuntos ficaram tão característicos de conversa de boteco, que as pessoas ao discutirem esses temas não se exaltam mais com as divergências de preferências (rivalidades) e ficam indignadas ao constatarem que em qualquer tema dessa trindade existe uma característica trivial que é determinada pelos aventureiros da economia, para não dizer picaretas.
Desde os tempos remotos, os aventureiros eram punidos com severidade pela sociedade ao cometerem crimes, que prejudicassem a sociedade ou viabilizassem oportunidades para ganhos ilícitos. É nesse quesito, que a trindade se assemelha e abre espaço para a convergência de opiniões e idéias, no qual o passado e presente brasileiro se diferencia dos países desenvolvidos com a retratação da impunidade de falsos profetas, políticos corruptos e péssimos dirigentes de clubes de futebol.
Com relação às congregações brasileiras, o melhor exemplo são dos templos ou igrejas, que se aproveitam de doações dos fiéis para captar recursos sem a incidência de impostos e aplicar em atividades lucrativas de diferentes segmentos da iniciativa privada.
Da mesma forma, a política brasileira apresenta os representantes escolhidos pela população usando dinheiro na meia, na cueca e, principalmente, aplicando recursos públicos em outros investimentos(conta na Suíça, Ilhas Caiman e outros paraísos fiscais), que não proporcionam e saciam as necessidades vitais (saúde, educação, segurança e outros) da sociedade.
Ao analisar o futebol, a tristeza não é diferente das demais, pois os aventureiros da economia utilizam de atividades escusas para atingir os próprios objetivos ao alavancarem oportunidades para parentes ou privilegiados que fazem parte da máfia futebolitisca, que por má gestão e administração levam os times para a segunda divisão do principal campeonato do país.
Os exemplos recentes servem para relembrar a sociedade, que os aventureiros da economia existem em qualquer lugar, esporte, religião e partido. E a impunidade desses aventureiros é uma das principais características da trindade e principalmente do nosso país, que através da justiça permissiva que viabiliza a redução de pena e até mesmo não aplicação da punição adequada para esse tipo de oportunista.
Diante dessa constatação que é de conhecimento da maioria dos brasileiros, a trindade pode ser discutida na boemia, lares, praças e viabilizar a redução das divergências ao unir esforços e abrir espaço para racionalidade da sociedade, que algum dia proporcionará punições severas para esses oportunistas através de justiça eficaz, voto consciente, melhoria na educação e outros fatores importantes que são característica de um país desenvolvido.